Tendências de RH
Contratação de estagiário: saiba todas as tendências discutidas no evento da Estagilize
Conheça todas as novidades sobre contratação de estagiário discutidas no evento da Estagilize, que contou com a participação da Sesame HR.
Tendências de RH
Conheça todas as novidades sobre contratação de estagiário discutidas no evento da Estagilize, que contou com a participação da Sesame HR.
Precisa de ajuda?
Lukas Letieres
HR Consultant
28 de setembro, 2026
A Estagilize, empresa especializada em gestão de estagiários, realizou recentemente, em São José do Rio Preto (SP), mais uma edição do seu evento anual voltado a gestores que lidam com estagiários no dia a dia. Neste ano, pela primeira vez, o encontro abriu as portas também para empresas que ainda não são clientes, parceiras e fornecedoras, e esgotou as 45 vagas disponíveis em pouco mais de uma semana.
A Sesame HR, parceira do evento, também marcou presença. A seguir, veja as tendências discutidas sobre contratação e gestão de estagiários, o case de uma empresária que mudou de ideia sobre contratar a nova geração, e por que esse formato mais intimista tem conquistado tanto interesse na região.
O evento nasceu da constatação de que o mercado sempre buscou falar diretamente com estagiários e candidatos, mas raramente com quem os gerencia no dia a dia. Aristides Ianelli Junior, diretor executivo da Estagilize e organizador do encontro, resume a lógica por trás da criação:
“Pensamos que, se atuássemos junto aos gestores desses estagiários, teríamos mais chance de multiplicar as boas práticas que conhecemos e desenvolvemos com nossa experiência.”
Por dez anos, o evento reuniu apenas clientes da Estagilize, e o público fiel se repetia edição após edição. Neste ano, a empresa decidiu abrir também para empresas que ainda não eram clientes, parceiras e fornecedoras.
O teste de formato começou pequeno: a organização previu 45 vagas, sem saber qual seria a aceitação. Elas se esgotaram em pouco mais de uma semana, e a Estagilize já decidiu realizar uma segunda edição ainda em 2026, e cogita chegar a quatro edições por ano em 2027, caso a procura se confirme.
A Sesame HR participou como parceira e foi representada por Stefano Bianchi, Partner Manager. Segundo ele, a oportunidade significa marcar presença em solo brasileiro e ter a oportunidade de trocar experiências com outros profissionais de RH de destaque na região de São José do Rio Preto:
“Momentos como esse mostram que nosso programa de parcerias está cumprindo seu propósito: apoiar o crescimento dos nossos parceiros, fortalecer relações e levar uma solução como a Sesame a mais empresas, ajudando o RH a conquistar um papel cada vez mais estratégico dentro das organizações.”
Levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (Diagnóstico da Juventude Brasileira, junho de 2026) mostra que 38,2% dos jovens de 18 a 24 anos deixam o emprego antes de completar 12 meses, um dos motivos pelos quais a gestão de gerações virou prioridade para empresas que dependem de mão de obra jovem.
Aristides Ianelli Junior lembra de uma empresária do setor da saúde que participou de uma edição cujo tema central era a gestão de conflito entre gerações. Ela foi ao evento contrariada com o desempenho dos estagiários mais jovens e já havia decidido adotar uma política de contratar apenas profissionais acima de 45 anos.
Durante o evento, ela percebeu que essa geração de fato performa diferente das anteriores em critérios tradicionais, mas entrega muito mais em tecnologia e comunicação:
“Fizemos ela ver duas coisas: que, se buscasse os mesmos resultados em gerações diferentes, não obteria êxito, mas que poderia aproveitar o melhor potencial de cada uma de forma diferente. E que ela poderia não contratar hoje, mas que daqui a alguns anos só teria a opção de contratar essas mesmas pessoas que não queria hoje – e se trabalhasse com elas agora, já as teria integrado à cultura da empresa amanhã”, conta Aristides.
Ela saiu convencida de que não adiantava lutar contra o tempo, e sim aproveitar o que cada geração traz de melhor.
A edição deste ano teve como tema “Uma nova era para a gestão das pessoas: a tecnologia que dá visibilidade aos resultados das pessoas”, desdobrado em duas palestras: “Uma nova Geração exige uma nova Gestão” e “Do Feeling ao Fato”.
Segundo o organizador, o mercado voltou a viver um choque geracional, agora mais intenso: os profissionais mais jovens sentem menos o peso da hierarquia, são mais autônomos e se desligam com mais facilidade de ambientes onde não se sentem ouvidos. Nesse cenário, a tecnologia surge como ferramenta central para gestores:
“A tecnologia surge como a maior aliada dos gestores, tanto para a análise quanto para a gestão desses novos talentos. Aqui, a Sesame apareceu para nós no primeiro semestre como peça fundamental para ajudar nossos clientes nessa jornada”, explica.
O tema também dialoga com um cenário mais amplo: segundo o CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), o Brasil tem cerca de 1,2 milhão de estudantes em estágio ou aprendizagem, menos de 2% dos 48 milhões de estudantes do país — uma parcela pequena, mas que carrega peso estratégico para as empresas que dependem dela.
Para Aristides, o diferencial do encontro não está em atrair multidões, mas em garantir troca real entre gestores de diferentes setores. A região de São José do Rio Preto tem inúmeros eventos empresariais, mas o interesse pelo evento da Estagilize nasceu justamente da proposta oposta à desses encontros maiores:
“O grande interesse foi justamente a proposta de ser um evento mais intimista, com menos pessoas, mas com muito mais conexão entre todos. Ficou evidente que seria uma manhã intensa de troca, e não apenas para assistir palestras e tomar café.”
A trajetória do evento, de um encontro fechado para clientes a uma edição que esgotou vagas em uma semana, mostra que gerir bem gerações diferentes deixou de ser um desafio secundário para se tornar prioridade de quem contrata estagiários e profissionais jovens.
Para Lukas Letieres, Country Manager Brasil da Sesame HR, o case da Estagilize ilustra um movimento que a empresa também observa em conversas com clientes:
“O que vemos em conversas com clientes é que gerir bem as novas gerações deixou de ser um diferencial e virou parte básica da gestão de pessoas. Ter dados e visibilidade sobre engajamento e desempenho é o que permite tomar decisões como a da empresária que o Aristides descreve, em vez de decidir por impressão.”
No fim, a lição que fica não é escolher entre gerações, e sim aprender a extrair o melhor de cada uma, como fez a empresária do case ao mudar de ideia.