Gestão documental

LGPD no RH: boas práticas para um RH mais seguro e em conformidade

Descubra a importância da LGPD no RH, veja boas práticas e aprenda a garantir mais segurança e conformidade na gestão de dados.

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Lukas Letieres

HR Consultant

lgpd no rh

9 de janeiro, 2026


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A LGPD no RH deixou de ser um tema jurídico distante para se tornar uma responsabilidade direta da área de Recursos Humanos. É no RH que circulam alguns dos dados mais sensíveis da empresa: documentos pessoais, informações bancárias, registros médicos, avaliações de desempenho e históricos contratuais.

Quando esses dados não são tratados com critério, o risco não é apenas legal, é operacional, reputacional e humano. Por isso, mais do que conhecer a lei, o desafio está em aplicar boas práticas no dia a dia, com processos claros, controles de acesso e organização da informação.

É exatamente aí, que o uso de um software de gestão documental passa a ser um aliado estratégico para garantir segurança, rastreabilidade e conformidade contínua. Siga a leitura para entender como estruturar esse cuidado no RH de forma prática.

Qual a importância da LGPD para o RH?

A LGPD é especialmente relevante para o RH porque a área atua como guardião de dados pessoais e sensíveis ao longo de todo o ciclo do colaborador, da admissão ao desligamento. Isso inclui informações que, se mal geridas, podem gerar sanções legais, conflitos trabalhistas e perda de confiança interna.

Para além das multas previstas na legislação, a não conformidade impacta diretamente a relação com os colaboradores. É o que diz Cristina Martín, diretora de RH da Sesame, acrescentando que a LGPD no RH é também uma questão de credibilidade e cultura organizacional:

“Quando o colaborador percebe que seus dados não são tratados com cuidado, a confiança na empresa se fragiliza, mesmo que não haja um incidente formal”.

Como aplicar a LGPD no RH na prática?

Aplicar a LGPD no RH não significa criar processos complexos ou burocráticos, mas sim estruturar rotinas claras e consistentes para o uso de dados. A conformidade começa com o mapeamento das informações e avança para o controle de acesso, armazenamento e descarte adequado. Confira mais detalhes a seguir.

Boas práticas essenciais para o RH

Para que a LGPD no RH deixe de ser apenas uma exigência legal e passe a orientar decisões do dia a dia, é fundamental adotar práticas claras e sustentáveis.

Não se trata de criar novas camadas de burocracia, mas de organizar processos, reduzir riscos e garantir que o uso de dados pessoais seja coerente, seguro e justificável em todas as etapas da gestão de pessoas.

  • Mapear quais dados pessoais e sensíveis são coletados em cada etapa do ciclo do colaborador.
  • Definir a finalidade de uso de cada informação, evitando dados excessivos ou sem justificativa.
  • Restringir o acesso às informações apenas a quem realmente precisa delas para trabalhar.
  • Padronizar o armazenamento de documentos, evitando arquivos espalhados em e-mails ou pastas locais.
  • Estabelecer critérios claros de retenção e descarte de dados após o desligamento.

Essas práticas reduzem riscos operacionais e facilitam respostas em auditorias ou fiscalizações.

Quais são os 4 pilares do RH e como a LGPD se conecta a eles?

Embora existam diferentes modelos de atuação, é comum estruturar o RH a partir de quatro pilares fundamentais: operações, desenvolvimento, cultura e governança. A LGPD no RH não atua de forma isolada; ela atravessa todos esses pilares e expõe fragilidades quando processos, dados e responsabilidades não estão bem definidos.

Operações de RH

No pilar operacional, a LGPD exige controle rigoroso sobre dados utilizados no dia a dia do RH. Isso inclui cadastros de colaboradores, documentos admissionais, registros de ponto, dados bancários e informações contratuais.

Processos pouco organizados, planilhas dispersas e arquivos sem controle de acesso aumentam o risco de vazamentos e uso indevido de dados pessoais.

A conformidade, nesse nível, depende de padronização, rastreabilidade e segurança na gestão das informações.

Desenvolvimento e gestão de pessoas

No pilar de desenvolvimento, a LGPD protege dados sensíveis utilizados em avaliações de desempenho, feedbacks, planos de carreira e treinamentos. Essas informações impactam diretamente a trajetória profissional do colaborador e, se mal geridas, podem gerar conflitos, questionamentos legais ou percepções de injustiça.

Aplicar a LGPD nesse contexto significa garantir confidencialidade, limitar acessos e assegurar que os dados sejam usados apenas para finalidades legítimas e claramente comunicadas.

Cultura organizacional

A forma como a empresa trata dados pessoais também comunica valores. No pilar cultural, a LGPD reforça princípios como respeito, transparência e confiança. Quando o colaborador percebe que suas informações são tratadas com cuidado, o ambiente tende a ser mais seguro e colaborativo.

Por outro lado, falhas recorrentes no uso de dados enfraquecem a confiança no RH e na liderança, impactando diretamente o clima organizacional.

Governança e compliance

Na governança, a LGPD fortalece políticas internas, definição de responsabilidades e prestação de contas. O RH passa a ter um papel central na construção de normas claras sobre coleta, uso, armazenamento e descarte de dados pessoais.

Esse pilar conecta a LGPD à estratégia da empresa, garantindo que a conformidade não dependa apenas de iniciativas pontuais, mas de processos estruturados e auditáveis.

Quando esses quatro pilares não estão alinhados, a LGPD no RH tende a ser tratada apenas como uma obrigação legal. Quando estão integrados, a conformidade se transforma em um diferencial de gestão, segurança e credibilidade organizacional.

Qual a relação da LGPD com os direitos humanos no ambiente de trabalho?

A LGPD está diretamente conectada à proteção da dignidade, da privacidade e da autonomia dos indivíduos. No contexto do trabalho, isso significa garantir que os dados dos colaboradores não sejam usados de forma abusiva, discriminatória ou sem consentimento adequado.

Respeitar a LGPD no RH é reconhecer o colaborador como titular de direitos, e não apenas como fonte de informação. Esse cuidado impacta o clima organizacional, a percepção de justiça e a segurança psicológica no ambiente de trabalho, fatores cada vez mais relevantes para retenção e engajamento.

Boas práticas de LGPD no RH aplicadas à gestão documental

Na prática, grande parte dos riscos de LGPD no RH está concentrada na forma como documentos são armazenados, acessados e compartilhados. Contratos, atestados médicos, dados bancários e documentos pessoais exigem um nível elevado de controle.

A adoção da tecnologia especializada permite centralizar esses arquivos em um ambiente seguro, com controle de acesso por perfil, histórico de alterações e redução de falhas manuais.

Isso facilita o cumprimento de princípios da LGPD como segurança, minimização e responsabilidade, além de trazer mais eficiência para o dia a dia do RH.

Sesame HR: consiga conformidade com a LGPD no RH

À medida que a empresa cresce, manter controle manual sobre documentos e dados de colaboradores se torna cada vez mais arriscado.

O software de RH da Sesame ajuda o RH a estruturar processos mais seguros ao centralizar informações, padronizar o armazenamento de documentos e limitar acessos conforme a necessidade de cada função.

Com uma gestão documental organizada, o RH ganha visibilidade, reduz riscos de uso indevido de dados e facilita a comprovação de boas práticas em auditorias.

A plataforma possui diversas funcionalidades indispensáveis ao RH, como, por exemplo:

A Sesame oferece teste grátis, permitindo que empresas experimentem na prática como fortalecer a LGPD no RH com mais controle, segurança e conformidade antes de escalar o processo.

Iris Serrador

Sales Engineer | LinkedIn | | Web | +post

Tenho mais de 12 anos de experiência em Recursos Humanos. Sou orientada para o cliente interno e externo, especializada na definição e implementação de políticas de RH e na gestão de pessoas, seleção e retenção de talentos.

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