Relatórios de RH
Exemplo de relatório de desempenho de funcionário: o que não pode faltar
Veja um exemplo de relatório de desempenho de funcionário e aprenda como estruturar avaliações claras, objetivas e úteis para decisões de RH.
Relatórios de RH
Veja um exemplo de relatório de desempenho de funcionário e aprenda como estruturar avaliações claras, objetivas e úteis para decisões de RH.
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Lukas Letieres
HR Consultant
8 de janeiro, 2026
Avaliar o desempenho dos colaboradores é uma das responsabilidades mais estratégicas do RH. Quando esse processo é mal conduzido, o impacto aparece rápido: decisões subjetivas, feedbacks pouco claros, dificuldade em justificar promoções e perda de credibilidade junto à liderança.
Por isso, relatórios de desempenho bem estruturados fazem toda a diferença. Eles ajudam a transformar percepções em análises consistentes, alinhar expectativas e criar uma base confiável para decisões de gestão, especialmente em empresas com mais de 30 colaboradores, onde o volume de avaliações cresce e a complexidade aumenta.
Nesse cenário, ter um exemplo de relatório de desempenho de funcionário como referência é essencial. Um bom modelo orienta o que avaliar, como organizar as informações e quais critérios não podem faltar para garantir clareza, padronização e comparabilidade ao longo do tempo.
Com o apoio da tecnologia e de um software para relatórios de RH, esse processo se torna ainda mais eficiente, reduzindo erros manuais e facilitando análises mais estratégicas. Ao longo deste artigo, você verá como estruturar um relatório de desempenho eficaz, o que escrever em cada etapa e como usar modelos prontos para ganhar agilidade sem perder qualidade.
Um relatório de desempenho eficiente começa antes da escrita. Ele depende de método, critérios bem definidos e alinhamento com os objetivos da empresa.
Empresas mais maduras adotam ciclos trimestrais ou semestrais, o que permite acompanhar evolução, identificar padrões e agir com antecedência, como explica Cristina Martín, diretora de RH da Sesame:
“Um bom relatório de desempenho não serve apenas para avaliar o passado. Ele existe para orientar decisões futuras e apoiar o desenvolvimento contínuo das pessoas.”
É fundamental ainda, que o relatório seja claro, objetivo e comparável ao longo do tempo, algo difícil de garantir quando o processo depende apenas de documentos manuais.
O conteúdo do relatório precisa ir além de opiniões pessoais. Avaliações eficazes combinam dados, exemplos concretos e critérios padronizados. Veja alguns elementos que não podem faltar, a seguir.
Avaliações ganham força quando são sustentadas por fatos. Exemplos concretos de entregas, comportamentos ou resultados ajudam a contextualizar a análise e tornam o feedback mais claro, justo e acionável.
Misturar elogios e críticas no mesmo bloco compromete a clareza do relatório. Separar pontos fortes de oportunidades de desenvolvimento facilita o entendimento e orienta melhor as próximas ações, tanto para o colaborador quanto para o gestor.
Um bom relatório não termina na avaliação de desempenho. Ele deve indicar caminhos: treinamentos, novos desafios, ajustes de função ou acompanhamentos futuros. Esse direcionamento transforma o relatório em uma ferramenta real de desenvolvimento.
Outro ponto fundamental é evitar termos genéricos ou excessivamente subjetivos. Quando o relatório não explica claramente por que um desempenho foi considerado positivo ou negativo, ele perde valor analítico e pode gerar interpretações equivocadas, exatamente o oposto do que o RH estratégico busca.
A abertura do relatório define o tom de toda a avaliação. Um erro comum é começar diretamente com julgamentos ou notas finais, sem qualquer contextualização, o que pode gerar resistência e comprometer a credibilidade do documento.
Um bom relatório de desempenho deve começar situando claramente o leitor. Isso inclui três elementos essenciais.
Logo no início, o relatório deve informar quem está sendo avaliado e a qual período a análise se refere. Esse simples cuidado evita confusões futuras, facilita comparações históricas e garante rastreabilidade das informações.
Exemplo:
Colaborador: Ana Silva – Analista de Marketing
Período avaliado: janeiro a junho de 2025
Deixar explícito o propósito do relatório é fundamental para alinhar expectativas. A avaliação pode ter diferentes finalidades, como desenvolvimento profissional, acompanhamento periódico ou apoio a decisões de promoção.
Exemplo:
Objetivo da avaliação: acompanhamento de desempenho e definição de plano de desenvolvimento individual.
Quando o objetivo não está claro, o relatório perde foco e pode ser interpretado de forma equivocada pelo colaborador ou pela liderança.
Outro ponto crítico é explicar quais critérios orientaram a avaliação. Isso reforça a transparência e reduz a percepção de subjetividade.
Exemplo:
Critérios avaliados: cumprimento de metas do período, competências técnicas do cargo e comportamentos alinhados aos valores da empresa.
“A clareza nos critérios é o que transforma uma avaliação em um processo justo. Quando o colaborador entende como foi avaliado, o relatório deixa de ser um julgamento e passa a ser uma ferramenta de desenvolvimento”, afirma Cristina Martín.
Essa contextualização inicial ajuda a criar confiança, reduz resistências e facilita o entendimento por parte de gestores, RH e do próprio colaborador. Em empresas mais estruturadas, essa padronização também é essencial para manter coerência entre diferentes avaliações e facilitar auditorias internas, revisões de processos e análises comparativas ao longo do tempo.
Descrever um bom desempenho vai muito além de afirmar que o colaborador “atingiu expectativas”. Um relatório eficaz precisa explicar como e em que contexto os resultados foram alcançados, evitando generalizações e interpretações vagas.
Uma boa descrição de desempenho conecta três dimensões fundamentais:
A atenção deve estar em detalhar bem a análise. Em vez de registrar que alguém “tem boa comunicação”, o relatório deve descrever situações concretas em que essa competência foi demonstrada, como a liderança de reuniões estratégicas, a mediação de conflitos entre áreas ou o alinhamento claro de expectativas em projetos transversais.
Esse nível de detalhamento aumenta a credibilidade do relatório, reduz ambiguidades e torna o feedback realmente útil para decisões de desenvolvimento, reconhecimento ou evolução profissional.
Ter um relatório de RH pronto acelera o trabalho do time e reduz erros, mas só funciona de verdade quando o modelo é bem estruturado. Mais do que um checklist, o relatório precisa organizar informações, sustentar decisões e permitir comparações ao longo do tempo.
A seguir, você confere uma estrutura completa, com explicação do papel de cada etapa, e logo depois um exemplo de relatório de desempenho de funcionário preenchido, para visualização prática.
Este bloco garante rastreabilidade e evita ambiguidades. Ele deve reunir todas as informações básicas que contextualizam o relatório.
Inclua nome do colaborador, cargo, área, gestor responsável e período avaliado. Em empresas maiores, também é recomendável incluir matrícula ou código interno.
Esse cuidado facilita auditorias, revisões futuras e comparações históricas de desempenho.
Todo relatório precisa deixar claro por que a avaliação está sendo realizada. O objetivo orienta a leitura e reduz interpretações equivocadas.
Aqui devem constar finalidades como acompanhamento periódico, desenvolvimento profissional, apoio a decisões de promoção ou revisão de responsabilidades. Quando o objetivo não está explícito, o relatório perde foco estratégico.
Este é um dos blocos mais críticos do relatório. Nele devem ser apresentados os critérios que orientaram a análise, sempre alinhados à função exercida.
Podem ser incluídas competências técnicas, comportamentais, metas do período e indicadores previamente definidos. A clareza nesses critérios reduz subjetividade e aumenta a percepção de justiça do processo.
Neste ponto, o relatório apresenta a avaliação propriamente dita. A análise deve ser objetiva, baseada em fatos e sustentada por exemplos concretos.
É importante descrever resultados alcançados, comportamentos observados e situações relevantes do período, evitando julgamentos genéricos ou opiniões vagas.
Aqui devem ser destacados os aspectos em que o colaborador apresentou desempenho acima do esperado ou contribuições relevantes para a equipe ou para a empresa.
Esse bloco ajuda a reconhecer competências, reforçar comportamentos positivos e orientar futuras alocações ou desafios profissionais.
Mais do que apontar falhas, este espaço deve indicar caminhos de evolução. O foco deve ser construtivo, com linguagem clara e objetiva.
Descrever oportunidades de desenvolvimento ajuda o colaborador a entender onde pode evoluir e apoia a construção de planos de ação realistas.
O relatório ganha valor quando aponta ações concretas. Aqui podem ser incluídas sugestões de treinamentos, novos desafios, acompanhamento mais próximo ou ajustes de função.
Esse bloco conecta a avaliação ao futuro e transforma o relatório em uma ferramenta ativa de gestão de pessoas.
A seguir, você confere um exemplo de relatório de desempenho de funcionário completo e estruturado. O objetivo não é que ele seja copiado de forma literal, mas que sirva como referência para entender como organizar as informações, qual nível de detalhamento adotar e como transformar a avaliação em um documento claro, objetivo e útil para decisões de gestão.
O modelo abaixo ilustra como integrar contexto, critérios, análise e direcionamento de forma equilibrada, facilitando tanto a leitura da liderança quanto o acompanhamento do desenvolvimento do colaborador ao longo do tempo.
“Colaborador: João Pereira
Cargo: Analista Financeiro
Área: Financeiro
Gestor responsável: Maria Souza
Período avaliado: janeia junho de 2025
Objetivo da avaliação:
Avaliação semestral de desempenho com foco em desenvolvimento profissional e alinhamento de expectativas.
Critérios avaliados:
Cumprimento de prazos, qualidade das análises financeiras, organização de processos e colaboração com outras áreas.
Análise de desempenho:
Durante o período avaliado, o colaborador entregou todas as análises financeiras dentro do prazo estabelecido, com melhoria na padronização dos relatórios mensais. Demonstrou boa capacidade analítica e organização das informações, contribuindo para maior previsibilidade nos fechamentos.
Pontos fortes:
Destacou-se pela atenção aos detalhes, clareza na apresentação dos dados e postura colaborativa no suporte a outras áreas durante auditorias internas.
Pontos de desenvolvimento:
Pode evoluir na comunicação de análises para públicos não técnicos, tornando as informações ainda mais acessíveis para a liderança.
Recomendações:
Participação em treinamento de comunicação estratégica e acompanhamento próximo em apresentações para a diretoria no próximo ciclo.”
À medida que a empresa cresce, manter relatórios de desempenho em planilhas ou documentos isolados se torna ineficiente e arriscado. É nesse ponto que a tecnologia faz a diferença.
O software de RH da Sesame permite centralizar avaliações de desempenho, padronizar critérios, acompanhar históricos individuais e gerar relatórios claros para gestores e liderança. Tudo isso com mais agilidade, menos erros manuais e total rastreabilidade das informações.
Além disso, a plataforma facilita a criação de relatórios estruturados, integrados a outros dados de RH, como cargos, equipes e histórico profissional, algo essencial para empresas de médio porte que precisam ganhar escala sem perder controle.
Além disso, a plataforma tem várias funcionalidades integradas:
Com a Sesame, o relatório deixa de ser apenas um documento e passa a ser uma ferramenta real de gestão de pessoas.
A boa notícia é que a plataforma oferece teste grátis, permitindo que o RH valide na prática como a tecnologia pode tornar avaliações mais estratégicas, eficientes e confiáveis.