Relatórios de RH
Relatório de funcionários: veja modelo e aprenda a fazer
Aprenda como fazer um relatório de funcionários com modelo prático, critérios claros e passo a passo para aplicar no RH com segurança.
Relatórios de RH
Aprenda como fazer um relatório de funcionários com modelo prático, critérios claros e passo a passo para aplicar no RH com segurança.
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Lukas Letieres
HR Consultant
9 de janeiro, 2026
O relatório de funcionários é uma das ferramentas mais subestimadas, e ao mesmo tempo mais críticas, da gestão de pessoas. Quando mal estruturado, vira apenas um documento burocrático. Porém, quando bem feito, torna-se um instrumento estratégico para decisões de desempenho, desenvolvimento, compliance e produtividade.
Em empresas em crescimento, onde a complexidade operacional se desenvolve rápido, improvisar esse tipo de registro deixa de ser uma opção.
Na prática, é justamente aí que entra o apoio de um software para relatórios de RH, capaz de padronizar informações, reduzir erros e garantir rastreabilidade dos dados. Antes de falar em ferramentas, porém, é essencial entender o método: o que o relatório precisa conter, como organizá-lo e qual objetivo ele deve cumprir em cada contexto.ç
Siga com a leitura e confira o passo a passo completo, exemplos práticos e um modelo pronto para aplicar na sua empresa.
Fazer um relatório de funcionário não é apenas descrever comportamentos ou listar entregas. O primeiro passo é definir a finalidade do relatório: avaliação de desempenho, acompanhamento periódico, promoção, feedback corretivo ou documentação formal para fins legais.
A partir disso, o RH deve garantir três pilares básicos: objetividade, critérios claros e registros baseados em fatos observáveis. Relatórios genéricos, subjetivos ou excessivamente opinativos perdem valor e podem gerar ruídos com lideranças e colaboradores, como explica Cristina Martín, diretora de RH da Sesame:
“Um bom relatório de funcionário não serve apenas para avaliar o passado, mas para orientar decisões futuras com base em dados concretos e comparáveis. Essa visão muda completamente a forma como o documento é construído”.
O relatório de trabalho deve refletir o desempenho real do colaborador em relação às expectativas do cargo, e não apenas uma percepção isolada do gestor. Para isso, é fundamental partir de critérios previamente definidos, como metas, prazos, qualidade das entregas e colaboração com a equipe.
Evite termos genéricos como “bom profissional” ou “precisa melhorar”. Em vez disso, descreva situações concretas, resultados mensuráveis e impactos no time ou no negócio. Esse cuidado torna o relatório mais justo, defensável e útil para planos de desenvolvimento.
Além disso, relatórios de trabalho bem feitos facilitam auditorias internas, processos de promoção e alinhamento entre RH e liderança, especialmente em empresas em crescimento, onde decisões precisam ser rápidas e bem fundamentadas.
Para ver o passo a passo, siga os pontos abaixo e use cada etapa como um “check” antes de finalizar o texto.
Antes de escrever qualquer linha, deixe explícito o motivo do relatório (avaliação periódica, acompanhamento, feedback corretivo, promoção, mudança de função) e qual período ele cobre.
Relatório bom compara desempenho com expectativa. Então, transforme as expectativas do cargo em critérios objetivos: metas, entregas-chave, SLAs/prazos, qualidade, autonomia, comunicação, colaboração e aderência a processos.
Troque adjetivos por fatos. Em vez de “é comprometido”, descreva: o que entregou, quando, com qual impacto. Sempre que possível, inclua métricas (resultado, tempo, custo, retrabalho, qualidade).
Evite “bom profissional”, “tem perfil”, “não tem atitude”, “é difícil”. Prefira formulações específicas: comportamento observado + efeito. Exemplo:
Esse formato reduz ruído, melhora a qualidade do feedback e diminui risco de interpretações pessoais.
Um relatório completo não mistura tudo. Estruture em dois blocos: (a) entregas/resultados e (b) competências/comportamentos.
Relatório que termina em “precisa melhorar” é relatório incompleto. Feche com recomendações específicas: treinamento, mentoria, ajustes de processo, metas para o próximo ciclo, checkpoints (30/60/90 dias) e critérios de sucesso. Quando o colaborador sabe exatamente o que mudar e como será medido, a chance de evolução aumenta, e o RH ganha consistência no acompanhamento.
Antes de avançar para o modelo prático, vale entender que nem todo relatório de funcionários tem o mesmo objetivo. No RH, três tipos são os mais recorrentes.
Uma avaliação eficaz precisa equilibrar dados objetivos e análise qualitativa. Comece contextualizando o período avaliado e o papel do colaborador, depois avance para os critérios definidos pela empresa.
É importante destacar pontos fortes com exemplos concretos, apontar oportunidades de desenvolvimento de forma construtiva e, sempre que possível, incluir recomendações práticas. Isso transforma o relatório em uma ferramenta de crescimento, não apenas de controle.
“Avaliar não é julgar, é oferecer clareza. Quando o colaborador entende os critérios e os registros são consistentes, o engajamento tende a aumentar”, reforça Cristina Martín, acrescentando que essa clareza começa no texto do relatório.
Ter um modelo claro de relatório de funcionários evita dois problemas comuns no RH: documentos excessivamente subjetivos e registros inconsistentes entre áreas e gestores. Um bom modelo serve como guia, garante padronização e facilita tanto a análise de desempenho quanto decisões futuras, como promoções, ajustes de função ou planos de desenvolvimento.
A seguir, você encontra um passo a passo completo que pode ser aplicado em empresas de médio porte, adaptando critérios e nível de detalhamento conforme a maturidade do RH e a complexidade das equipes.
Comece com os dados básicos que contextualizam o relatório: nome completo, cargo, área, gestor responsável e período avaliado. Esse bloco garante rastreabilidade e evita confusões em empresas com alta rotatividade ou múltiplas avaliações simultâneas. Sempre que possível, mantenha o mesmo padrão de identificação em todos os relatórios para facilitar consultas futuras.
Deixe claro por que o relatório está sendo elaborado. Pode ser uma avaliação periódica, acompanhamento após feedback, análise para promoção, mudança de função ou registro formal. Esse ponto orienta toda a leitura do documento e ajuda o colaborador e a liderança a entenderem como as informações serão utilizadas nas decisões de RH.
Liste os critérios utilizados na avaliação, sempre alinhados às expectativas do cargo. Inclua aspectos como cumprimento de metas, qualidade das entregas, organização, comunicação, colaboração com a equipe e aderência a processos internos. Quando possível, conecte os critérios a indicadores ou metas já existentes para reduzir subjetividade e aumentar a clareza.
Este é o núcleo do relatório. Descreva o desempenho observado com base em fatos, exemplos e, sempre que possível, dados mensuráveis. Evite julgamentos genéricos e foque no impacto do trabalho realizado no time, nos processos ou nos resultados do negócio. Uma boa análise de desempenho permite comparar evolução ao longo do tempo e sustentar decisões de forma consistente.
Destaque competências, comportamentos e entregas que contribuem positivamente para o desempenho individual e coletivo. Esse bloco é essencial para reforçar boas práticas, aumentar o engajamento do colaborador e orientar lideranças sobre talentos que podem ser desenvolvidos ou assumir novos desafios.
Aponte oportunidades de melhoria de forma objetiva e construtiva. Evite termos vagos e prefira indicar comportamentos observáveis ou lacunas específicas. Sempre que possível, relacione os pontos de desenvolvimento a ações práticas, como ajustes de processo, apoio da liderança ou capacitação técnica.
Finalize o relatório com recomendações claras: treinamentos, metas para o próximo ciclo, acompanhamento periódico ou outras ações de desenvolvimento. Esse fechamento transforma o relatório em um instrumento ativo de gestão, e não apenas em um registro estático.
Com o aumento do volume de dados e da complexidade das equipes, manter esse nível de consistência manualmente se torna cada vez mais difícil. É nesse contexto que a tecnologia passa a ser uma aliada estratégica. Soluções como o software de RH da Sesame permitem centralizar informações, padronizar relatórios de funcionários, acompanhar históricos e reduzir erros operacionais.
Além de economizar tempo, o uso de um software para relatórios de RH traz mais segurança, agilidade e clareza para empresas de médio porte, que precisam tomar decisões rápidas sem perder controle. A Sesame oferece funcionalidades específicas para avaliação, acompanhamento e documentação de colaboradores, com interface intuitiva, suporte humanizado e teste grátis para quem quer estruturar o processo antes de escalar.
À medida que a empresa cresce, os relatórios de funcionários deixam de ser apenas registros operacionais e passam a exigir padronização, histórico confiável e agilidade. Manter esse processo em planilhas ou documentos isolados aumenta o risco de inconsistências, retrabalho e perda de informações relevantes para decisões de gestão e compliance.
O software de RH da Sesame ajuda o RH a centralizar dados, organizar registros ao longo do tempo e criar relatórios mais claros e comparáveis. Com critérios padronizados e histórico estruturado, o processo se torna mais justo, escalável e seguro, além de reduzir falhas manuais e facilitar auditorias e consultas sempre que necessário.
Com a Sesame, o RH pode contar com funcionalidades como:
A boa notícia é que a Sesame oferece teste grátis, permitindo que o RH experimente na prática como organizar relatórios de funcionários de forma mais estruturada, segura e padronizada.
É uma forma simples de validar o processo, testar as funcionalidades no dia a dia e entender como a tecnologia pode apoiar decisões de desempenho, desenvolvimento e compliance antes de escalar a operação.
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