Gestão
NR-1 e riscos psicossociais: o que o RH precisa saber
Entenda o que exige a NR-1, quais são os riscos psicossociais e como identificá-los com tecnologia antes que virem afastamentos ou passivos.
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Entenda o que exige a NR-1, quais são os riscos psicossociais e como identificá-los com tecnologia antes que virem afastamentos ou passivos.
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Lukas Letieres
HR Consultant
7 de maio, 2026
A atualização da NR-1 e riscos psicossociais colocou o RH brasileiro diante de uma obrigação que vai muito além da segurança física: a partir de maio de 2025, as empresas passaram a ser obrigadas a identificar, avaliar e controlar os fatores de risco psicossocial no ambiente de trabalho, com fiscalização efetiva prevista para maio de 2026. Quem ainda não adaptou o PGR está correndo contra o tempo.
O desafio é cumprir a norma e identificar os riscos antes que eles se tornem afastamentos, processos trabalhistas ou crises de saúde coletiva. É aqui que um software de LMS faz diferença real, principalmente quando acoplado à uma plataforma all-in-one, permitindo o cruzamento de dados de treinamentos com ponto, clima organizacional e desempenho. Com isso, o RH uma visão antecipada do que está acontecendo com as pessoas.
Neste artigo, você vai entender o que são os riscos psicossociais, o que a NR-1 exige e como a tecnologia pode ser a principal aliada na prevenção. Siga com a leitura!
A NR-1, Norma Regulamentadora nº 1 do Ministério do Trabalho e Emprego, é a norma que passou a tratar dos riscos psicossociais no Brasil de forma obrigatória. A mudança veio com a Portaria MTE nº 1.419/2024, que atualizou o escopo do PGR para incluir explicitamente os fatores de risco psicossocial como parte do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.
Antes dessa atualização, a NR-1 já regulamentava as disposições gerais de segurança e saúde no trabalho, mas os riscos psicossociais ficavam dispersos em outras normas, como a NR-17 (ergonomia), sem uma exigência clara de gestão sistemática. A Portaria 1.419/2024 mudou isso: agora toda empresa, independente do porte ou setor, precisa incluir esses riscos no PGR com a mesma seriedade que trata riscos físicos, químicos e biológicos.
Riscos psicossociais são fatores do ambiente de trabalho que podem causar danos à saúde mental, emocional e social dos colaboradores. Diferente dos riscos físicos, eles não são visíveis a olho nu, mas se manifestam em absenteísmo, queda de desempenho, conflitos frequentes, alta rotatividade e, nos casos mais graves, em afastamentos por burnout, ansiedade e depressão.
Esses riscos têm origem na organização do trabalho: na forma como as tarefas são distribuídas, nas relações entre equipes, na pressão por resultados e na falta de autonomia ou reconhecimento. Por isso, sua identificação depende de escuta ativa e de dados que o RH muitas vezes não coleta de forma sistemática.
Segundo dados do Ministério da Previdência Social, os afastamentos por transtornos mentais cresceram mais de 38% no Brasil entre 2019 e 2023, tornando esse o segundo maior grupo de causas de afastamento do trabalho no país. A NR-1 atualizada reconhece esse cenário e exige que as empresas parem de reagir e comecem a prevenir.
A literatura de saúde ocupacional brasileira e os referenciais internacionais utilizados pelo MTE identificam 13 fatores de risco psicossocial que devem ser mapeados no PGR. A NR-1 não apresenta uma lista numerada oficial, mas esses 13 fatores são os mais citados em laudos, perícias e diretrizes técnicas aplicadas no Brasil.
Cristina Martín é Diretora de Recursos Humanos da Sesame HR e acompanha de perto a evolução das obrigações ligadas à saúde mental no trabalho. Para ela, o maior erro que as empresas cometem é tratar esses riscos como abstração:
Os riscos psicossociais têm endereço certo dentro das empresas. Estão nos turnos sem intervalos adequados, nas metas impossíveis, nos gestores que não dão retorno e nas equipes que nunca são ouvidas. Quando o RH consegue mapear esses pontos com dados reais, a prevenção deixa de ser discurso e vira gestão.
Os 13 fatores são:
A NR-1 atualizada exige que os riscos psicossociais sejam incorporados ao PGR em quatro etapas: identificação, avaliação, controle e monitoramento. Isso significa que não basta listar os fatores de risco: a empresa precisa classificar a gravidade de cada um, definir medidas de controle e comprovar que está acompanhando os resultados ao longo do tempo.
Na prática, o PGR psicossocial exige que o RH responda a perguntas concretas:
Essas respostas precisam estar documentadas e atualizadas, porque é exatamente o que a fiscalização do MTE vai verificar a partir de maio de 2026.
Além das obrigações do PGR, a dimensão jurídica dessa adequação não pode ser ignorada. Por isso, é fundamental entender a ligação entre a NR-1 e a saúde mental dos colabpradores.
A identificação precoce dos riscos psicossociais depende de dados que o RH já coleta, mas raramente cruza. Um colaborador que começa a acumular faltas, que tem queda de desempenho nas avaliações e que responde negativamente às pesquisas de clima está sinalizando um risco real. O problema é que, sem uma plataforma integrada, esses sinais chegam fragmentados e tarde demais.
Cristina Martín defende que o uso de tecnologia para prevenção de riscos psicossociais não é exclusividade de empresa grande. Para ela, identificar o problema antes da crise é uma questão de método:
Qualquer empresa que tenha dados de ponto, avaliação de desempenho e pesquisa de clima tem o suficiente para começar a mapear riscos psicossociais. A questão é se esses dados estão integrados ou espalhados em planilhas que ninguém consegue cruzar a tempo de agir.
Os sinais que merecem atenção imediata:
Para organizar essa identificação de forma estruturada, é importante organizar as ações e estar pendente de checklists voltados para o tema. Assim, a equipe sempre estará coberta legalmente.
O software de RH da Sesame HR integra em uma única plataforma os módulos que o RH precisa para identificar riscos psicossociais de forma proativa. Com o sistema é possível usar funcionalidades diversas através de tecnologia e Inteligência Artificial:
A boa notícia é que a Sesame HR oferece um teste gratuito para você ver, na prática, como cruzar esses dados e agir antes que o risco psicossocial vire afastamento. Experimente agora mesmo!