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Nova NR-1: checklist completo para o RH

Entenda o que mudou na NR-1, quais são os prazos e use um checklist completo para preparar sua empresa para a fiscalização do MTE.

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Lukas Letieres

HR Consultant

nova nr1

9 de abril, 2026


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A nova NR1 já é realidade para as empresas brasileiras, mas muitos gestores de RH ainda não sabem exatamente o que mudou, o que precisa ser documentado e o que acontece se a adequação não for concluída até maio de 2026. A norma mais abrangente do conjunto de Normas Regulamentadoras passou por uma atualização significativa e coloca o gerenciamento de riscos ocupacionais, incluindo os psicossociais, no centro das obrigações de segurança do trabalho.

Com um LMS estratégico integrado ao sistema de RH, é possível criar, atribuir e documentar os treinamentos exigidos pela nova NR-1 de forma automatizada, com rastreabilidade completa por colaborador e evidências prontas para qualquer fiscalização do MTE.

Neste artigo você vai entender o que mudou, quais são os prazos, o que o RH precisa fazer agora e como organizar a documentação para não ser pego desprevenido.

O que mudou na nova NR-1?

A NR-1 sempre foi a norma-base do sistema de segurança e saúde no trabalho no Brasil. Ela define as disposições gerais aplicáveis a todas as empresas e estabelece as obrigações mínimas de empregadores e trabalhadores. A atualização mais recente, no entanto, trouxe mudanças estruturais que vão além dos ajustes pontuais das revisões anteriores.

A principal mudança é a inclusão formal dos riscos psicossociais no escopo do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Antes, a NR1 tratava sobretudo de riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos. Agora, fatores como sobrecarga de trabalho, assédio moral, violência, pressão por metas e condições de organização do trabalho que impactam a saúde mental dos colaboradores precisam ser identificados, avaliados e documentados no GRO e no PGR.

Para o RH, isso significa que a gestão da saúde mental deixou de ser uma iniciativa voluntária de bem-estar e passou a ser uma obrigação legal com exigência de documentação.

O que muda na nova NR-1?

O prazo final para adequação à nova NR-1 é maio de 2026. Até lá, todas as empresas precisam ter concluído três frentes obrigatórias:

  • Atualização do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais com a inclusão formal dos riscos psicossociais.
  • Revisão do Programa de Gerenciamento de Riscos com documentação das medidas de controle adotadas.
  • Realização e documentação dos treinamentos correspondentes por colaborador.

A partir desta data, as fiscalizações do MTE passam a verificar ativamente o cumprimento dessas exigências. Empresas que não estiverem adequadas podem ser autuadas mesmo que nunca tenham tido um acidente de trabalho ou reclamação formal de colaborador.

De acordo com Tiago Santos, Vice-Presidente de Comunidade e Crescimento da Sesame HR, o prazo de maio de 2026 não é uma meta distante:

“A maioria das empresas subestima o tempo necessário para mapear os riscos psicossociais, criar os treinamentos e documentar tudo por colaborador. Quando percebem, o prazo já está próximo e o processo vira uma corrida contra o tempo que poderia ter sido evitada com planejamento e a ferramenta certa.”

O que a lei de 1º de março de 2026 prorroga?

A Portaria MTE nº 1.419, publicada em 1º de março de 2026, prorrogou o prazo de entrada em vigor das disposições sobre riscos psicossociais na NR-1 para maio de 2026. A prorrogação foi concedida após pressão do setor empresarial, que apontou dificuldades para cumprir o prazo original.

No entanto, a prorrogação não suspende as obrigações: ela apenas estende o prazo para adequação. Empresas que já iniciaram o processo devem continuar. As que ainda não começaram devem fazê-lo imediatamente.

O que é o GRO e o PGR na nova NR-1?

Para cumprir a nova NR-1, o gestor de RH precisa entender a diferença entre dois conceitos que andam sempre juntos mas têm funções distintas: o GRO e o PGR. Confundi-los ou tratar um como substituto do outro é um erro comum que pode comprometer toda a estratégia de adequação da empresa.

  • PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos): é a formalização documental do GRO. É o documento que registra tudo o que foi identificado, avaliado e planejado no âmbito do gerenciamento de riscos: os riscos mapeados por setor e função, as medidas de controle adotadas, o plano de ação com prazos e responsáveis e os indicadores de acompanhamento. Com a atualização da NR-1, o PGR precisa incluir obrigatoriamente os riscos psicossociais identificados e as medidas tomadas para mitigá-los. Esse documento é um dos primeiros itens solicitados pelos auditores do MTE numa fiscalização e sua ausência ou desatualização pode resultar em autuação imediata.
  • GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais): é o processo em si. Trata-se do conjunto de ações que a empresa deve implementar de forma contínua para identificar, avaliar, controlar e monitorar todos os riscos presentes no ambiente de trabalho, incluindo agora, com a atualização da NR-1, os riscos psicossociais. O GRO não é um documento, é uma prática de gestão que precisa estar incorporada à rotina da empresa.

O que são riscos psicossociais na nova NR-1?

Riscos psicossociais são fatores relacionados à organização do trabalho que podem causar danos à saúde mental e física dos colaboradores. A nova NR-1 os divide em duas categorias principais: os riscos relacionados à organização do trabalho, como jornadas excessivas, metas abusivas, falta de autonomia e conflitos interpessoais, e os riscos relacionados ao ambiente social do trabalho, como assédio moral, assédio sexual e violência.

Para Tiago, a inclusão dos riscos psicossociais na NR-1 representa uma mudança de paradigma para o RH brasileiro:

“Durante anos, saúde mental no trabalho foi tratada como pauta de bem-estar, algo que as empresas faziam se quisessem. A nova NR-1 encerrou essa discussão. Agora é obrigação legal, com exigência de documentação. O RH que não tratar isso com a mesma seriedade que trata a NR-35 vai ser surpreendido numa fiscalização.”

Para o RH, identificar esses riscos exige um processo estruturado de escuta ativa, análise de indicadores como absenteísmo e rotatividade, e documentação formal das ações tomadas. Treinamentos sobre saúde mental, gestão de conflitos e prevenção de assédio passam a ser obrigatórios e precisam estar documentados da mesma forma que qualquer outro treinamento de segurança do trabalho.

Como vai funcionar a nova lei trabalhista de 2026?

A partir de maio de 2026, as fiscalizações do MTE passam a verificar ativamente o cumprimento das novas exigências da NR-1. Na prática, o auditor vai solicitar o PGR atualizado com a inclusão dos riscos psicossociais, os registros de treinamentos realizados com data, carga horária e assinatura dos participantes, os certificados individuais de cada colaborador e as evidências das medidas de controle implementadas.

Segundo Tiago Santos, Vice-Presidente de Comunidade e Crescimento da Sesame HR, a fiscalização vai evidenciar uma divisão clara entre as empresas preparadas e as que não estão:

“O auditor do MTE não vai avaliar se a empresa tem boa intenção. Vai avaliar se tem documentação. E documentação, no contexto da nova NR-1, significa prontuário por colaborador, treinamentos registrados e PGR atualizado. Quem não tiver isso em ordem em maio de 2026 vai pagar caro.”

Checklist completo para o RH se preparar para a nova NR-1

A nova NR-1 não deixa margem para improvisação. Com o prazo de adequação se aproximando, o gestor de RH precisa de um plano claro, com etapas definidas e documentação organizada desde o primeiro passo. Este checklist foi estruturado para que o processo de adequação aconteça de forma progressiva, sem deixar nenhuma obrigação de fora e sem transformar maio de 2026 numa corrida contra o tempo.

Etapa 1: Diagnóstico e mapeamento

Antes de atualizar qualquer documento ou criar qualquer treinamento, é preciso saber onde a empresa está. O diagnóstico é o ponto de partida de toda a adequação à nova NR-1 e determina a profundidade das ações que precisarão ser tomadas nas etapas seguintes.

Sem esse mapeamento, o risco é criar documentação que não reflete a realidade da empresa, o que pode ser ainda mais problemático numa fiscalização do que a ausência de documentação.

  • Revisar o GRO e o PGR existentes e verificar se incluem a categoria de riscos psicossociais.
  • Mapear os setores e funções com maior exposição a fatores de risco psicossocial.
  • Levantar indicadores de saúde organizacional: absenteísmo, rotatividade, afastamentos por transtornos mentais e registros de conflitos.
  • Identificar se há histórico de reclamações de assédio ou violência no trabalho.

Etapa 2: Atualização documental

Com o diagnóstico em mãos, chega o momento de formalizar. A atualização do PGR é uma obrigação legal e precisa refletir fielmente os riscos identificados na etapa anterior. Um PGR genérico, copiado de outro contexto ou desatualizado, não protege a empresa numa fiscalização do MTE.

  • Atualizar o PGR com a inclusão formal dos riscos psicossociais identificados.
  • Documentar as medidas de controle adotadas para cada risco identificado.
  • Elaborar o plano de ação com prazos, responsáveis e indicadores de acompanhamento.
  • Garantir que o PGR atualizado esteja assinado pelo responsável técnico e acessível para consulta dos colaboradores.

Etapa 3: Treinamentos obrigatórios

A nova NR-1 não exige apenas que os riscos psicossociais sejam identificados e documentados. Exige que os colaboradores sejam treinados sobre eles.

Esses treinamentos precisam ter o mesmo rigor documental de qualquer outro treinamento de segurança do trabalho: data, carga horária, lista de presença assinada e certificado individual por colaborador.

  • Criar e aplicar treinamento sobre identificação e prevenção de riscos psicossociais para todos os colaboradores.
  • Realizar treinamento específico sobre prevenção de assédio moral e sexual.
  • Garantir que gestores e líderes recebam treinamento adicional sobre gestão saudável de equipes.
  • Documentar cada treinamento com data, carga horária, lista de presença assinada e certificado individual.

Etapa 4: Controle e rastreabilidade

A última etapa é a que garante que todo o trabalho das etapas anteriores esteja acessível quando precisar. De nada adianta fazer o diagnóstico, atualizar o PGR e realizar os treinamentos se a documentação estiver dispersa em pastas, e-mails e planilhas. A rastreabilidade é o que transforma conformidade em evidência.

  • Criar prontuário digital por colaborador com todos os treinamentos realizados e respectivos certificados.
  • Configurar alertas de vencimento para treinamentos com prazo de renovação.
  • Garantir que a documentação esteja centralizada e exportável em caso de fiscalização.
  • Definir responsável interno pelo monitoramento contínuo das obrigações da nova NR-1.

Como o LMS da Sesame ajuda o RH a cumprir a nova NR-1

Cumprir todas as etapas do checklist da nova NR-1 exige organização, tempo e uma ferramenta que centralize a criação, atribuição e documentação de treinamentos de forma automática. É exatamente isso que o LMS da Sesame HR faz, integrado nativamente ao sistema de RH da empresa.

Com o Sesame Learning você pode:

  • Criar treinamentos sobre riscos psicossociais, prevenção de assédio e saúde mental com Inteligência Artificial em minutos, sem precisar de equipe de conteúdo.
  • Atribuir os treinamentos automaticamente a todos os colaboradores ou por setor e função.
  • Registrar a conclusão de cada treinamento com certificado gerado automaticamente e arquivado no perfil do colaborador.
  • Exportar o histórico completo de treinamentos por colaborador em um clique, pronto para apresentar ao auditor do MTE.
  • Configurar alertas automáticos de vencimento para garantir que nenhum colaborador fique sem a habilitação ativa.

De acordo com Tiago, a tecnologia é o que separa as empresas que vão passar pela fiscalização das que vão ser autuadas:

“Não existe conformidade sem rastreabilidade. E rastreabilidade em escala só é possível com um sistema que automatize o que os humanos não conseguem controlar manualmente: vencimentos, certificados, históricos e evidências por colaborador. É exatamente isso que o LMS da Sesame faz.”

Solicite uma demonstração gratuita e descubra como preparar sua empresa para a nova NR-1 antes de maio de 2026.

Cristina Martín

Diretor de Recursos Humanos | LinkedIn | | Web | +post

Sou uma profissional com mais de 20 anos de experiência em diferentes áreas de Recursos Humanos, como recrutamento, treinamento, prevenção de riscos ocupacionais e gerenciamento de pessoal.

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